Existem relacionamentos que acompanham apenas uma fase da vida.
E existem aqueles que atravessam décadas.
O vínculo entre mãe e filha pertence a essa segunda categoria.
Ele começa antes mesmo do nascimento.
Cresce nos primeiros passos.
Nos primeiros medos.
Nas primeiras descobertas.
Depois muda de forma.
A menina cresce.
A mãe amadurece.
E ambas precisam aprender novamente a se encontrar.
Nem sempre é fácil.
Há momentos de proximidade.
Há momentos de silêncio.
Há momentos em que as diferenças parecem maiores do que o amor.
Mas o tempo costuma ensinar uma lição preciosa:
O amor verdadeiro permanece.
Muitas filhas só compreendem certos gestos da mãe quando se tornam mulheres.
Muitas mães descobrem que suas filhas não precisam apenas de conselhos, mas também de escuta, respeito e amizade.
Relacionamentos perfeitos não existem.
Mas relacionamentos cultivados florescem.
Uma conversa sincera.
Um abraço inesperado.
Uma palavra de perdão.
Pequenos gestos têm o poder de reconstruir pontes que pareciam perdidas.
Talvez seja por isso que a relação entre mãe e filha seja tão especial.
Porque ela não é construída apenas pelo sangue.
Ela é construída diariamente pelo amor.
E quando o amor permanece, mesmo depois das tempestades, ele se transforma em uma das mais belas histórias que uma família pode viver.
Por Damaris Lisboa
Fé que Abraça, Amor que Transforma

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