mulher.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

5 Princípios para um casamento bem sucedido

 Vamos falar de casamento. Algo em seu casamento te preocupa? Precisa reacender a chama do seu relacionamento conjugal? Será que o relacionamento com seu marido caiu na rotina? Vamos ver 5 princípios básicos e comuns aos casamentos marcados pela satisfação mútua, alegria, paixão e compromisso a longo prazo.

1. COMUNICAÇÃO. Orem juntos, leia sobre o assunto, procure o conselho de uma pessoa mais velha, bem casada e de comunhão com Deus. Dê sempre prioridade ao seu casamento porque por ele seus corações estão unidos para toda a vida. Ouçam um ao outro, conversem e se apoiem mutuamente. Compreendam-se e coloquem-se um no lugar do outro, partilhem seus sentimentos, partilhem suas preocupações.

2. COMPANHIA
.Vocês juntos. Quanto tempo você fica com o seu cônjuge ... sozinho? É verdade, isso é mais fácil dizer do que fazer, mas é preciso lembrar-se de priorizar as coisas que são mais importantes para nós. Em seguida, fazê-las acontecer. Quando vocês têm tempo um para o outro, vocês demonstram o quanto és importante para o outro. Estes são muitas vezes os momentos mais poderosos e pungentes do nosso casamento.

3. ROMANCE. Esqueça as noções mais populares do romance, ainda mais as que custam dinheiro. Escrever uma carta de amor. Escolha flores de seu próprio jardim. Peça-lhe para reservar um tempo para sentar e assistir o vídeo do casamento, juntamente com um lanche gostoso. Ofereça-se para dar-lhe uma massagem nos ombros. Romance é encontrar formas criativas para "mostrar" o seu cônjuge que você o ama.

4. SEXO. O quê? Fazer amor. A intimidade física é uma parte importante de manter um casamento saudável, pois promove a união emocional, racional e espiritual. Sexo facilita a troca mais preciosa entre o homem e a mulher causando a união de nossos corpos, corações e mentes! Esteja aberto para ouvir e compartilhar necessidades sexuais do casal. Ficamos melhor quando sabemos onde podemos melhorar e aprimorar nossas habilidades.

5. HUMOR! Rir. Você está casada com seu melhor amigo! Aproveite. Não seja sempre tão séria. Aprenda olhar com bom humor para as ironias e esquisitices de suas vidas. Preocupem-se com o divertimento ou as férias do casal! O riso é como um remédio para o coração.

Ao longo da vida de um casamento, as pessoas crescem e mudam de formas inesperadas. Ideal é, casais crescer e mudar juntos de maneiras suficientes para manter o casamento viável e próspero. Os 5 princípios acima podem criar um ambiente que nos dá melhores oportunidades de sucesso no casamento.

domingo, 27 de maio de 2012

O Julgamento, a Condenação e a Crucificação de Jesus em Documentos Antigos I


                                             
                   A Altura da Cruz
     Podemos calcular essa altura considerando o que os soldados usaram para erguer a esponja embebida em vinagre até os lábios de Jesus. Mateus e Marcos falam em caniço (Mt 27.48; Mc 15.36). Esse termo em hebriaco é “hysso”, e quer dizer dardo. O dardo tem precisamente o aspecto de caniço. Esse “hyssos”, ou o “pilum” romano, tinha cerca de 90 cm de comprimento. Desta forma a esponja podia ser facilmente erguida a 2,50 metros. Portanto, a cruz em que Jesus foi crucificado era baixa.
Creio também que foi usada a “crux humilis” porque não havia razão para se fincar um tronco especial, mais alto, mesmo que fosse para se fazer zombaria ao “Rei dos Judeus”. Não havia tempo para isto, e os stipes (a parte vertical da cruz) estavam fincados permanentemente no Gólgota, local habitual de execuções. E esses stipes eram baixos, para facilitar o trabalho freqüente dos carrascos. Além de Jesus, condenado às pressas, deveriam ser executados naquele dia dois bandidos condenados por julgamento regular. Tratava-se, pois, de execuções regulares.
     Os stipes tinha quase dois metros de altura, o que permitia enganchar facilmente neles o patíbulo. Os pés podiam ser pregados com facilidade, a cerca de 50 cm do solo. A boca do crucificado ficava quase na mesma altura do patíbulo, e, portanto, a quase dois metros do chão. Certamente era mais cômodo colocar a esponja na ponta de um dardo para erguê-la a essa altura do que fazer o esforço para erguê-la com a mão.
     Um outro fato a ser levado em conta nesta questão é o golpe de lança. É certo que anatomicamente falando, o golpe foi dado obliquamente, mas quase horizontal. Ora, em minha hipótese de dois metros, o peito de Jesus estaria a cerca de 1,50 metro do solo. Um soldado de infantaria podia, pois, com facilidade, aplicar este golpe com o simples levantar dos braços. Com a cruz mais alta, isto seria simplesmente impossível. Ora, os soldados eram certamente legionários e, portanto, infantes. Eram comandados por um centurião, oficial de infantaria, oficial não montado. Ora, somente um soldado da cavalaria teria podido desferir o golpe quase na horizontal sobre um crucificado mais elevado.
     Podemos citar ainda o texto de Eusébio, que diz que a mártir Blandina “fôra exposta (na cruz) como pasto às feras”. Tratava-se, portanto, da cruz baixa, ordinária, a das arenas. “E pendente da cruz, assemelhava-se àquele que foi em benefício deles mesmos (os mártires) crucificado”. Iria esta semelhança até as dimensões da cruz? Não quero forçar o texto, mas bem me parece que o sugere.
     Porém, há quem se apegue a uma expressão usada por Jesus para tentar defender que ele foi crucificado em uma cruz alta: o verbo “hypsousthal – ser levantado”, que Jesus aplica a si mesmo três vezes no evangelho de João (Jo 3.14;8.28 e 12.32), referindo-se à sua crucificação. Na terceira vez Ele diz: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”. Porém, é evidente que uma cruz das dimensões da que nós estamos afirmando que foi utilizada na crucificaçõ de Jesus satisfaria também plenamente o sentido deste verbo.
             O Formato da Cruz
     Como teria sido a cruz de Jesus: em forma de T ou em forma de +? Muitos dos antigos escritores da Igreja acham que era em forma de +. Mas não encontramos na Patrologia nenhuma afirmação bastante clara neste sentido. O Pseudo Barnabé, Orígenes e Tertuliano afirmaram que a cruz era em forma de T. Tertuliano dizia que a passagem de Ezequiel em que o Senhor ordena que a fronte dos homens de Jerusalém fosse marcada com um sinal (Ez 9.4), esse sinal era um tau (o nome do T em grego), e isto era já uma prefiguração da cruz onde Jesus seria crucificado.
     Seria realmente interessante saber como os cristãos dos primeiros séculos imaginavam a cruz. Infelizmente, esta era, em todo o mundo romano, um objeto que inspirava um horror tão grande e acarretava tanta infâmia que ninguém ousava exibi-la, mesmo aos olhos dos fiéis. Toda a pregação apostólica era uma pregação alicerçada no triunfo da Ressurreição. Portanto, Jesus era representado triunfante, vivo diante da cruz. Somente na idade média é que se desenvolveria a imagem e o culto da Paixão, a idade mística da Compaixão.
     Nas catacumbas, a cruz é extremamente rara. Só foram encontradas umas vinte, e as escavações quase não aumentaram esse número. São cruzes nuas, sem corpos. Em lugar da cruz aparece com muito mais freqüência outros símbolos, como a âncora, que representa a esperança, e Jesus é nossa maior esperança! Aliás, a âncora está muitas vezes associada ao peixe, que geralmente a cobre. Peixe é em grego “ichthys”, cujas letras são as iniciais das palavras gregas correspondentes a: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. O peixe deitado por sobre a âncora, e algumas vezes sobre um tridente, é excelente imagem da cruz. A âncora evoca, por sua forma, claramente a cruz em T.
Portanto, ao longo dos séculos, a cruz tem sido representada sob as formas de T e de +. Como se vê, os indícios sobre a cruz de Jesus são bem raros e bastante imprecisos. Mas também aqui não vejo razão para que se tenha fabricado uma cruz especial para Ele. A cruz onde ele foi crucificado foi uma das cruzes comumente usadas no Gólgota. Seria uma cruz de altura média e em forma de T, como o eram normalmente as cruzes romanas, segundo o parecer dos arqueólogos.

                   Os Cravos
     Jesus teve os dois pés e as duas mãos cravados sobre a cruz. Este fato havia sido profetizado por Davi: “Pregaram-me as mãos e os pés” (Sl 22.16), e está também de acordo com a afirmação do próprio Salvador que disse aos apóstolos reunidos no Cenáculo, por ocasião de sua primeira aparição: “Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo!” (Lc 24.39).
     O único problema a resolver está no número dos cravos: Foram três ou quatro? Ou, em outras palavras: os pés de Jesus foram pregados separadamente ou um sobre o outro, com o mesmo cravo? A arqueologia romana parece absolutamente muda sobre este ponto. Os antigos autores eclesiásticos se dividem entre as duas opiniões, mas infelizmente não apresentam os motivos de suas preferências.
     Cipriano, Ambrósio e Gregório de Tours falam de quatro cravos. Porém Nonius, no século IV, fala que Jesus foi crucificado “com os pés cruzados”. Gregório Nazianzeno escreve que Jesus foi “colocado no madeiro com três cravos”, e Boaventura acrescenta que “aqueles três cravos sustentavam todo o peso do corpo”.
     E é nisto que nós acreditamos, e a maioria das evidências confirma. Jesus teve os seus pés cravados na cruz um sobre o outro, e para isto foi utilizado um só prego (ou cravo).

     Jesus Estava Nu Sobre a Cruz?
     Está fora de dúvida que, antes de crucificarem Jesus, tiraram suas roupas, pois João nos informa que os soldados as dividiram entre si e lançaram sorte sobre sua túnica (João 19.23,24). Trata-se, pois, de saber se mantiveram algum pano cobrindo a sua nudez da cintura para baixo. Alguns estudiosos afirmam que Jesus estava na cruz completamente nu, porém baseiam geralmente sua opinião em razões de simbolismo tiradas do Antigo Testamento (por exemplo, Adão estava nu quando pecou, e Jesus deveria estar nu quando nos resgatou), ou se referem ao “costume romano”, sem apresentarem nenhuma outra prova histórica especial para o caso de Jesus.
     A esta opinião podemos opor um texto apócrifo tirado dos “Atos de Pilatos”, segundo o qual, depois de terem tirado as roupas de Jesus, teriam restituído a Ele um “lention”, palavra grega que quer dizer “pano”, uma espécie de tanga.
     Seria de admirar que os romanos que o haviam tornado a vestir após o açoitamento, e antes que Ele começasse a carregar a cruz – isto, diga-se de passagem, contrariando seus próprios costumes devassos a fim de respeitar a tradição nacional e as idéias judaicas de decência – após dividirem suas roupas a lançarem sorte sobre sua túnica, não lhe tivessem deixado pelo menos esse pano cobrindo sua nudez quando ele foi pregado na cruz.
     O costume judaico era o seguinte: “Chegando à distancia de quatro côvados do local da crucificação, despe-se o condenado e, se for um homem, ele deverá ser coberto pela frente; se for mulher, deverá ser coberta pela frente e pelas costas” (Tratado do Sinédrio, questão VI). Mas todas essas polêmicas ficam profundamente influenciada pelo “costume romano”. Entre eles, o crucificado deveria ficar nu? É o que afirma Artemídoro. Porém, o termo “estar nu” conforme o entendemos hoje (completamente despido de roupa) não tinha o mesmo significado entre os antigos. Todas as pessoas do tempo de Jesus usavam por debaixo das vestes, quaisquer que fossem, o que chamavam de “subligaculum”. Era uma espécie de calção, formado por uma faixa de pano que se enrolava em volta dos rins e das coxas, e que era usado permanentemente.
     Marcos conta (14.15) que após a prisão de Jesus, um jovem – provavelmente ele mesmo – seguiu o cortejo usando tão somente um “sindon” (um lençol?) sobre o corpo nu. O “sindon” era uma comprida peça de pano com que as pessoas envolviam o corpo por debaixo da túnica, e que era utilizada como roupa noturna. Marcos estava dormindo no Jardim das Oliveiras, e certamente despira sua túnica, mas com certeza conservara seu “subligaculum” por debaixo do “sindon”.
     Ora, quando os guardas o quiseram pegar, ele abandonou o “sindon” e “fugiu nu”. Parece, portanto, que esta nudez não eliminava o “subligaculum”.
     A questão é um tanto polêmica. Vejamos o que dela pensou a iconografia. Pode-se dizer que nenhum artista ousou representar a total nudez de Jesus na cruz. Nas primeiras representações artísticas importantes que temos, Jesus e os dois ladrões usam o “subligaculum”.
Após ter defendido, durante algum tempo, a tese de que Jesus foi crucificado vestido do “subligaculum”, não pude deixar de considerar a opinião de todos os antigos escritores da Igreja. Todos falam de “nudus, nudita, gymnos, gymnesthai – nu, nudez, nu, ser desnudado”. O grande pregador João Crisóstomo, por exemplo, escreve: “Ele foi conduzido nu à morte – epi to pathos egeto gymnos”, e “eistekeigymnos eis meso ton ochlon ekeinos – ficou nu no meio daquela multidão”. Encontrei também um texto de Efrem, o Sírio, (Sermão VI sobre a Semana Santa) em que ele diz que o Sol se escondeu diante da nudez de Jesus. Em outra passagem escreve ele: “A luz dos astros se obscureceu porque fora completamente despido Aquele que veste todas as coisas”. Eis aqui, finalmente, uma afirmação ainda mais conclusiva de João Crisóstomo. Ele diz que Jesus, antes de subir à cruz, despojou-se do velho homem tão facilmente como de suas vestimentas, e acrescenta: “Agora está ungido como os atletas que vão entrar no estádio” (Homilia sobre a Epístola aos Colossenses). Ora, toda escultura grega nos mostra esses atletas completamente nus.
 
Pierre Barbet

sábado, 26 de maio de 2012

O Julgamento, a Condenação e a Crucificação de Jesus em Documentos Antigos



                      A Condenação
Para Jesus ser condenado era necessário um motivo que caísse sob a legislação romana. Em Jerusalém, só Pilatos possuía o jus gladii, isto é, o direito de vida e de morte, e os judeus, se bem que amargamente, reconheciam isso. Os motivos de ódio dos sinedritas não podiam, portanto, ser apresentados perante um funcionário romano. É por isso que, logo de início, acusaram Jesus de levar o povo à revolta. Mas foi suficiente uma curta investigação, confirmada pela indiferença de Herodes, para destruir, no espírito de Pilatos, esse pretexto de acusação. Por isso ele repetiu três vezes: “Nada achei contra ele para condena-lo à morte” (Lc 23.22).
Os judeus então alegaram que Ele afirmava ser Filho de Deus, o que, segundo a lei judaica, implicava em pena de morte. Isto, porém, também não abalou o procurador. Antes, pelo contrário inquietou vagamente sua alma supersticiosa, pois para um pagão, “filho de Deus” é sinônimo de “herói”. É evidente que Pilatos fez todos os esforços para libertar aquele homem manifestamente inocente e que lhe impunha respeito.
Não foi senão após numerosos giros e tentativas que os judeus acabaram finalmente por encontrar o motivo que forçaria Pilatos a condená-lo: “Ele se fez rei, e se tu o libertares, não és amigo de César”. Astúcia verdadeiramente satânica, porque além de incluir um capítulo de acusação regular de bastante gravidade, a “rebelião contra César”, veio perturbar profundamente a inquietude egoísta de um pobre funcionário colonial, que temia desgostar o governo central e mesmo vir a ser incluído em tentativa subversiva contra o imperador.
Desse momento em diante, todas as intenções de benevolência, todos os cuidados de justiça, que eram motivo para muito se admirar em um bruto romano, tudo se volatilizou perante objeto de acusação tão grave e singularmente comprometedor. A partir desse momento, a condenação foi automática e a aplicação da lei exigiu a morte por crucificação: rebelião contra César.
O procurador vingar-se-á dos judeus escrevendo sobre o “títulus”: “Jesus nazareno, rei dos judeus”, e mantendo a inscrição, apesar de todas as reclamações. “O que escrevi, escrevi” (Jo 19.22), palavras que são a evidente expressão de seu ressentimento e mau humor. 

                         O Açoitamento
Trata-se agora de saber se esse chi­co­teamento foi aquele que todo condenado à morte recebia, ou se foi realizado como um suplício à parte. Mateus e Marcos não nos fornecem elementos para resolvermos esse problema, porque escreveram simplesmente: “Após ter mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado” (Mt 27.26; Mc 15.15). É um simples enunciado da sucessão dos acontecimentos, e era o que acontecia em todas as condenações à morte.
Já em Lucas, vemos que Pilatos repete duas vezes aos judeus: “Depois de castigá-lo, o soltarei” (Lc 22.16,22). Disto conclui-se que sua intenção de mandar chicotear Jesus era por que Pilatos considerava o chicoteamento uma punição em si mesma. Mas Lucas não deixa claro que Pilatos tenha realmente mandado chicotear Jesus. É só no evan­ge­lis­ta João, que sempre fazia questão de deixar tudo bem esclarecido, que encontramos a conclusão desse assunto: “Então Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo” (João 19,1). Como se vê, o açoitamento veio antes da sentença de morte. Não era, portanto, a flagelação preparatória, legal. Mas o resultado não era diferente.

                  A Coroação de Espinhos
Já falamos sobre o costume de submeter o condenado a todas as espécies de zombarias e maus tratos. Com relação a Jesus, havia um detalhe que iria aguçar a perversidade dos carrascos: ele era acusado de ter-se declarado rei dos judeus, acusação esta que logo em seguida iria resultar em sua condenação à morte. É certo que tal título de realeza judaica devia parecer aos legionários do Império imensa palhaçada, e era natural que lhes acorresse logo a idéia de aproveitar a oportunidade para fazer deste título uma cruel zombaria. Daí a coroa de espinhos, a velha clâmide como manto de púrpura, e um caniço como cetro.
Filon nos descreve um outro exemplo (in Flaccum) deste profundo desprezo dos romanos pela realeza judaica. Poucos anos após a morte de Jesus, estando o rei Agripa de passagem por Alexandria, a população, que não gostava dele, se apoderou de um pobre coitado, e colocou-lhe na cabeça um fundo de cesta à maneira de diadema, envolveu-o com uma esteira, pôs-lhe na mão um caniço, deu-lhe guardas pessoais cheios de ironia, e cercou esse rei de honrarias ridículas. A palhaçada assim improvisada tinha a intenção manifesta de ser um insulto à realeza judaica de Agripa.
Tornaremos a examinar os detalhes da coroação de Jesus ao estudarmos as chagas que dela resultaram.

                    O Transporte da Cruz
Jesus, condenado por um romano a ser crucificado, só carregou, conforme a lei romana, o patíbulo e não a cruz inteira, como erradamente o representa a maior parte dos artistas.
Será que esse patíbulo estava amarrado com cordas aos dois braços estendidos de Jesus, como era o costume em Roma, ou Ele o levou livremente sobre os ombros? O episódio de Simão Cirineu parece indicar que Jesus estava conduzindo o patíbulo livremente, sem cordas. De acordo com os outros evangelistas, Jesus levou pessoalmente sua cruz.
Depois os soldados percebendo que Ele não conseguiria chegar dessa forma ao Calvário, obrigaram um homem de Cirene a carregar a haste horizontal, ou o patíbulo. Isto parece indicar, sem grande certeza, porém, que o patíbulo estava livre sobre seus ombros. Lucas diz que puseram a cruz sobre os ombros de Simão “para que ele a levasse atrás de Jesus” (Lc 23.26), o que quer dizer que Jesus caminhava na frente, conduzido pelos soldados, e Simão o seguia, carregando sozinho o patíbulo. Estamos bem longe, portanto, de alguns quadros em que Jesus aparece carregando imensa cruz, da qual Simão apenas ergue a extremidade inferior da haste vertical, atrás de Jesus. Isso não passa de pura imaginação de artista.
A fricção da trave resvalando sobre as costas, sempre que Jesus caía sob o peso da cruz, ia esfolando mais e mais uma região que já fora duramente castigada pelo açoite com pedacinhos de osso e rodelas de ferro nas pontas.
Jesus também não foi submetido ao costume romano segundo o qual os condenados caminhavam para o suplício completamente nus. “Depois de zombarem dele, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com suas próprias vestes: então o levaram para fora, a fim de o crucificarem” (Mc 15.20). Essa exceção é explicada facilmente pelo hábito que os romanos tinham de respeitar os costumes dos povos dominados por ele. Flávio Josefo comenta (Contra Ápiom): “Os romanos não forçam os povos submetidos a transgredirem as leis desses povos”.
Acrescentemos ainda que costumavam amarrar os braços do condenado ao patíbulo com o objetivo primordial de evitar toda e qualquer reação violenta deste, pois ele, já que havia sido condenado à morte, estava disposto a tudo, tornando-se, portanto, perigoso.
Quanto ao réu especial que era Jesus, os soldados logo perceberam que Ele era totalmente inofensivo, tanto por sua serena mansidão manifesta durante todo o processo, quanto pelo estado de fraqueza a que deveria estar reduzido após o tratamento a que fora submetido durante a flagelação. Para eles o único problema era o de conduzi-lo vivo até o Calvário.  
cont... 
 Pierre Barbet
              



sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Crucificação em Documentos da Antigüidade


Antes de estudarmos todos os detalhes da crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo, vejamos o que a arqueologia, a literatura e as artes antigas têm a nos ensinar sobre este tema.
Os gregos demonstravam verdadeiro pavor à crucificação, e por isso não a adotaram como forma de execução de seus criminosos. Ela só passou a fazer parte dos costumes gregos no tempo de Alexandre, o Grande, que a imitou dos persas. Foi praticada na Síria, sob os selêucidas, e no Egito sob o governo dos ptolomeus. Em Siracusa, cidade grega, Dionísio, o tirano, praticou-a inspirado pelos cartagineses.
Os romanos também a adotaram observando o exemplo dos cartagineses. Essa prática, que começou a ser usada em Roma como punição aos escravos, passou a ser aplicada também aos prisioneiros de guerra, aos desertores, aos ladrões, e sobretudo aos revoltosos vencidos. Tempos de­pois passou a ser muito explorada no país dos israelitas. Herodes, o Grande, mandou crucificar 2.000 judeus que se rebelaram contra ele, e durante o cerco de Jerusalém, em 70 d. C., os romanos chegaram a crucificar 500 judeus por dia, segundo testemunho do historiador judeu e um dos comandantes das tropas judaicas rebeladas, Flávio Josefo.
Em tempo de paz, a crucificação era primordialmente o suplício usado contra os escravos. São numerosos os autores romanos que dão testemunho disto, como Tito Lívio, Cícero, Tácito, e outros. As comédias de Plauto em que aparecem tantos escravos, estão cheias de alusões bem diretas ao que os escravos consideravam, sem ilusões, seu fim natural: “Meu pai, meu avô, meu bisavô, meu trisavô, terminaram sua carreira crucificados”.
No começo, a cruz estava reservada a revoltas coletivas, como a que foi liderada pelo gladiador Spartacus, da qual sabemos que, após sua repressão, 6.000 cruzes ocupadas com os corpos dos revoltosos foram erguidas como balizas na estrada de Cápua a Roma. Mais tarde, os donos de escravos receberam o direito de decidir sobre a vida e a morte destes, sem apelação. Os escravos eram considerados animais.
Se esta situação foi, no início, motivada pela fuga dos infelizes escravos ou por outra falta grave, em breve as mais leves razões acabaram por ser consideradas suficientes para crucificá-los. Lembremos que, de acordo com um antigo e detestável costume, quando um senhor era assassinado e não se conseguia descobrir o criminoso, todos os escravos da casa eram crucificados.
Os próprios cidadãos romanos podiam ser crucifi­ca­dos. O grande senador e príncipe dos oradores romanos Marcos Túlio Cícero censurou veementemente essa atrocidade. Toda uma série de textos mostra que os romanos também eram curcificados regularmente, porém se tratava em geral de cidadãos humildes, libertos ou provincianos. Os famosos ataques de Cícero contra essa prática pretendiam isentar definitivamente o cidadão romano desse suplício.

Instrumentos da Crucificação
Em geral, a cruz era formada por duas peças distintas. Uma das peças, a vertical, que ficava enterrada permanentemente como um poste fixo, era o stipes crucis – “o tronco da cruz”. A outra, a parte móvel que se fixava horizontalmente sobre a primeira, se chamava patibulum.

1.  O stipes crucis. Digamos em português: o tronco da cruz, porque “stipes” quer dizer tronco de árvore, estaca pontiaguda. Era a parte a que, primitivamente, se dava o nome de “cruz”. A “crux” (“cruz” em latim, “stauros” em grego), não é outra coisa senão uma estaca fixada verticalmente no chão. Alguns autores usaram as palavras “stauros” e “skolops” com o mesmo sentido, e empregaram o verbo “anaskolopizein” (empalar) para se referir à crucificação de Jesus e de Pedro.

O significado da palavra “crux” estendeu-se, em seguida, ao conjunto dos dois paus ajustados um ao outro, tal como o concebemos hoje em dia, na forma de +. A cruz na qual André foi crucificado, em forma de x, não era conhecida pelos autores antigos. A primeira menção que dela se faz é do século X, e a primeira imagem do século XVI.
Qual era a altura do “stipes” (tronco)? O pesquisador Holzmeister distingue a “cruz humilis”, que era curta, da “cruz sublimis”, que era comprida. Todas as citações históricas sobre a “cruz sublimis” mostram claramente que ela era reservada a personagens que os crucificadores queriam colocar em evidência.
Porém, a maioria das cruzes era baixa, “humilis”. Isto permitia aos animais ferozes lançados na arena despedaçarem, à vontade, os crucificados. Segundo informação do escritor romano Horácio, nas encostas do monte Esquilino, em Roma, havia uma floresta permanente de “stipites” onde os condenados eram crucificados. À noite os lobos saíam de seus esconderijos nesse monte para devorar as pessoas cru­ci­ficadas.
Suetônio conservou-nos um dos ignóbeis traços de Nero ao dizer que ele se disfarçava com uma pele de algum animal feroz na arena para satisfazer seu instinto sádico.
Consideremos também que usavam-se cruzes baixas na intenção de simplificar bastante a crucificação para os carrascos, principalmente quando os condenados eram numerosos. Sendo um suplício cotidiano, procurava-se sempre a comodidade para aqueles cuja profissão era crucificar as pessoas.

2.  O patibulum-furca. O pau horizontal apresenta, pelo menos em Roma, uma origem bastante curiosa. Era inicialmente uma “furca”, ou seja, uma peça de madeira em forma de V de cabeça para baixo, sobre a qual, nas paradas à beira das estradas, se descansava a lança dos carros de duas rodas. Quando queriam punir um escravo, colocavam-lhe a “furca” (= forcado) montada na nuca, prendiam-lhe as mãos às duas hastes e faziam-no passear pelas ruas obrigando-o a proclamar o que ele havia cometido. O comediógrafo Plauto, em sua peça “Mostellaria”, verso 56, diz: “Assim carregando o patíbulo, levar-te-ão pelas ruas, com aguilhoadas”.

Bem cedo essa caminhada expiatória passou a ser acompanhada pela desnudação e pelo açoitamento do condenado durante todo trajeto a que ele era obrigado a percorrer. Depois, para maior comodidade dos que açoitavam, aboliram a caminhada e passaram a enganchar a “furca” em uma estaca vertical fixa, o que permitia que o condenado fosse açoitado até a morte. O dramaturgo romano Plauto escreve em uma de suas peças: “Permito que me faças açoitar pendente na cruz” (Casina, verso 1003), e “Será carcomido de açoites, enquanto pendurado (na cruz)” (Mostellaria, verso 1167).
Mas, como nem sempre se tinha à mão uma “furca”, passou-se a usar um pedaço de pau comprido que servia para trancar as portas, e que se chamava “patibulum” (de “patere” = estar aberto, ao qual damos o nome de “tranca”). Foi assim que a parte horizontal da cruz, que em breve deixou de ser uma tranca tirada de alguma porta, tornou-se um pau retilíneo, levado pelo condenado, do tribunal ao campo dos “stipites”. Ele o carregava, geralmente, sobre a nuca, tendo os dois membros superiores estendidos e amarrados sobre ela de modo a ficar, desta forma, também impedido de atacar quem quer que fosse. Compreende-se agora o porquê da sentença condenatória: “Põe a cruz sobre o escravo”. Tertuliano compara este patíbulo à grande verga dos mastros dos navios romanos.
Sob o reinado de Constantino, quando a crucificação foi abolida, surgiu outra “furca”. Era uma estaca bastante alta, terminada em forquilha, em formato de Y. Nela o condenado era enganchado pelo pescoço (a cabeça o impedia de cair), e desta forma morria rapidamente, por estrangulamento. Porém, esse novo método de execução de condenados nada mais tinha em comum com a lenta morte de cruz. 

3.  A união dos dois paus. Os dois paus (o vertical e o horizontal) ficavam habitualmente separados. Como então o patíbulo era fixado sobre a haste vertical, o “stipes”? Isto podia ser feito de duas maneiras: ou fixando, através de pregos ou cordas, o patíbulo sobre uma das faces da estaca, ou apoiando-o sobre a extremidade da estaca. Ou fazia-se uma cruz (+) ou um T.

Quase todos os arqueólogos modernos afirmam que a cruz romana era em forma de T. Na arte cristã ela pode ser vista em todas as épocas sob as duas formas, se bem que o T pareça mais antigo. Era muito mais fácil a um carpinteiro preparar um T. Para isto bastaria ele cavar na madeira uma concavidade de encaixe no meio do patíbulo (o pau horizontal) e encaixar a extremidade da haste vertical nessa concavidade. Com uma cruz média de dois metros, no máximo, o encaixe poderia ser feito facilmente erguendo-se o patíbulo com os braços, sem necessidade de escadas ou suporte.

4.  O sedile. Em alguns casos os crucificadores fixavam no “stipes”, em sua parte média, uma espécie de haste horizontal, de madeira, que passava por entre as coxas do crucificado e lhe sustentava o períneo. Justino, o Mártir, falou sobre a “madeira da cruz, que está fixada no meio, sobres­saindo-se como um chifre, sobre a qual se assentam os cru­­­­­­ci­ficados”. Irineu disse que a cruz tinha cinco extremidades, e sobre a 5ª “descansava” o crucificado. Tertuliano também fala (Contra Márcion) do “sedilis excessus”, que lembra o chifre do rinoceronte. “Sedile“ quer dizer simplesmente um assento qualquer, e é provavelmente por causa destas passagens que os autores modernos chamam à haste perineal de “sedile”. 

Porém, ao estudarmos a causa mortis na crucificação, ve­remos que este apoio era destinado a prolongar consideravelmente a agonia do crucificado por diminuir a tração sobre as mãos, causa de tetania e asfixia. É mais provável que as cruzes não o tivessem, e que só fosse acrescentado quando se desejava prolongar o suplício. Compreende-se facilmente que quando era necessário fabricar centenas de cruzes, os carpinteiros não buscavam complicar muito as peças de madeira que a justiça lhes encomendava com um trabalho suplementar que sabiam ser perfeitamente inútil.
Veremos, além disto, ao estudarmos as chagas das mãos, (capítulo 5), as razões por que estou convencido da ausência deste suporte na cruz de Jesus. Aliás isto explica, ao menos em parte, a brevidade de sua agonia. Além do mais o sedile não foi representado pelos mais antigos artistas, pintores ou escultores que trabalharam o tema da crucificação do nosso Salvador. É verdade que tal fato não constitui argumento contra sua existência histórica, mas tenho certeza científica que ele não foi usado na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo.

5.  O suppedanaeum. Em compensação, os artistas têm representado, com grande frequência, o supedâneo. Era uma espécie de pequeno degrau, e supostamente per­mitiu que Jesus apoiasse a ponta dos pés crucificados sobre ele. Encontramo-lo mencionado pela primeira vez em Gregório de Tours (século VI) em seu livro “De Gloria Martirii” [A glória do martírio]. Quando estudarmos a crucificação dos pés (capítulo 6), veremos como nasceu e se desenvolveu esta pura imaginação de artista.

6.  Os instrumentos de fixação – Os cravos nas mãos e nos pés eram a maneira habitual, essencial de fixação à cruz, quaisquer que fossem os motivos da condenação e a situação social do condenado. Tanto eram pregados os escravos como as pessoas livres, os judeus ou os romanos.

O erro que atribui a Jesus o monopólio dos cravos deve-se a uma frase de Tertuliano (Contra Márcion): “Somente Ele foi crucificado de modo tão especial”. Tão somente por causa de Tertuliano a iconografia cristã passou a representar Jesus pregado à cruz entre dois ladrões amarrados.
Realmente os dois modos de fixação (cravos e cordas) estiveram em uso, desde o começo, entre os romanos. Mas eram empregados em ocasiões diferentes, nunca combinados durante uma mesma execução de condenados. E nenhum texto insinua ou permite crer que os dois métodos tenham sido empregados simultaneamente sobre o mesmo crucificado. Os peritos sabiam perfeitamente que três cravos, quatro no máximo, eram mais que suficiente para executar uma crucificação rápida e sólida. O que passava disso era pura imaginação.
Creio que os cravos eram empregados com muito maior frequência. Em numerosos textos, não somente os cravos são formalmente citados, mas também fazem-se menção dos fluxos de sangue que manavam dos ferimentos dos que eram cravados na cruz. O romancista romano Apuleio cita no seu livro O Asno de Ouro: “Estas bruxas vão recolher o sangue de assassinos aderentes à cruz, para com ele exercer sua vergonhosa magia”. O termo técnico, que em grego designa com maior frequência a crucificação, é “proselosis”, do verbo “pros-helõ”, ou seu sinônimo “kathelosis”, do verbo “kathelõ”, e ambos significam “cravar”, “pregar”. E os dois têm por raiz o substantivo “helos”, que quer dizer “cravo” ou “prego”.

Modalidades da Crucificação
Tudo indica que a crucificação estava fixada em suas minúcias por uma série de leis e regulamentos internos, o que, no entanto, não impedia que houvesse sempre por parte dos carrascos uma certa fantasia sádica.

1.  Flagelação preliminar. Não estamos falando aqui do açoitamento que era mandado aplicar como castigo ou tortura em si, nem mesmo como um modo de matar os condenados, e sim tão somente do açoitamento que era o preâmbulo de toda e qualquer execução capital. Todo condenado à morte devia ser, por lei, açoitado preliminarmente, quer fosse a execução feita pela cru­cificação, ou por decapitação ou pelo fogo. Dela somente estavam isentos, segundo o historiador Theodor Mommsem, os senadores, os soldados e as mulheres que gozassem do direito de cidadania.

Entretanto, nos casos de decapitação, não se aplicava o chicoteamento propriamente dito, e sim a fustigação, que se fazia com varas.
A flagelação, que primitivamente era aplicada quando o condenado já estava sobre a cruz, passou, com o tempo, a ser aplicada no próprio local do tribunal. O condenado era ali atado a uma coluna (provavelmente com as mãos amarradas por sobre a cabeça, pois esta era a melhor maneira de imobiliza-lo, pois ele, que só podia repousar sobre as pontas dos pés). Encontramos em Plauto esta referência: “Levai-o para dentro e amarrai-o solidamente à coluna” (Bacchides).
Despiam o condenado antes de o açoitarem. Que instrumento era usado na flagelação? O “flagrum”, instrumento especificamente romano. Era o que nós conhecemos hoje como açoite ou chicote. Compunha-se de um cabo curto ao qual estavam fixadas grossas e compridas tiras de couro cru, geralmente duas. Na extremidade dos chicotes estavam inseridas pequenas esferas de chumbo ou ossos de carneiro.
As correias iniciavam a inchação e os primeiros cortes na pele, enquanto as pequenas esferas e os ossinhos impri­miam profundas contusões. A consequência disto era uma hemorragia nada desprezível e um enfraquecimento considerável da resistência do condenado.
O número de golpes com o açoite era, segundo a lei judaica, rigorosamente limitado a 40. Mas os fariseus, gente escrupulosa, para ter absoluta certeza de não ultrapassar o número, exigiam que se contasse “40 menos 1”, isto é, 39. Entre os romanos, a lei não conhecia outro limite senão a necessidade de não matar o condenado sob os golpes. Era ainda necessário que ele ficasse com forças suficientes para carregar seu patíbulo, e que morresse sobre a cruz. Ele era, às vezes, como diz Horácio “dilacerado pelos açoites... até enfastiar o carrasco”. (Épodo IV).

2.  O carregamento da cruz. Portanto, o condenado, prévia e devidamente flagelado, percorria a pé, despojado de todas ou de quase todas as suas roupas, e carregando o seu patíbulo, o trajeto do tribunal ao local do suplício, onde o estava esperando seu “stipes” (a haste vertical da cruz) no meio de verdadeira floresta de outros semelhantes.

A expressão “carregar a cruz” (em grego “stauron basta­zein”) só se encontra nos textos gregos ou rabínicos (em Plutarco, Artemidore, Chariton, nos comentários judaicos do Gênesis, e no Novo Testamento, entre outras fontes). Em latim, só é encontrada nas versões latinas da Bíblia. E como já vimos, é por sinédoque que a palavra cruz designa a parte horizontal desta.
O patíbulo era colocado sobre as costas e braços do condenado estendidos transversalmente, e em seguida amarrado nas mãos, braços e peito. Era, portanto, só o patíbulo que o condenado carregava. Como sempre, o dramaturgo romano Plauto, entre outros textos que poderíamos citar, resume tudo isto com uma frase: “Que leve o patíbulo pela cidade, depois será cravado na cruz”. (Carbonária).
A haste vertical da cruz (o “stipes crucis”), pelo contrário, esperava o condenado no lugar do suplício. Cícero criticou Labieno que “no campo de Marte... mandou fincar e estabelecer a cruz para o suplício dos cidadãos” (Em defesa de Rabínio). Esta expressão “mandou fincar e estabelecer“, pode ser melhor traduzida como “mandou colocar permanentemente”. Políbio cita o caso de um crucificado, em Cartago, que foi enganchado a uma cruz que já tinha um outro corpo.
Em Roma, o Montfaucon era representado pelos campos Esquilíneos, tornados célebres por Horácio, e onde se elevava, segundo Saglio (Dict. Daremberg) uma verdadeira floresta de cruzes, um bosque de “stipites”. Estava fora da Porta Esquilínea. Para os que conhecem Roma, ficava pouco mais ou menos na “Piazza Vittorio Emanuele”, um pouco além de Santa Maria Maior, para quem vem do centro.
Outro detalhe confirma o fato de que o condenado só carregava o patíbulo. O patíbulo sozinho devia pesar cerca de 50 quilos, e a cruz inteira devia ultrapassar os 100 quilos. Carregar o patíbulo não deixava de ser uma prova bem rude para um homem que acabara de sofrer severa flagelação e, consequentemente, perdera boa parte de seu sangue e de suas forças. Como poderia então ele carregar a cruz inteira, que pesava mais de 100 quilos? Pois não se fala nunca em arrastá-la. Todos os textos trazem o termo bastazein, “carregar”, e nunca thahere, “arrastar”.
Outro detalhe: À frente daquele que carregava a cruz ia alguém carregando o titulus, um pedaço de madeira sobre o qual estava escrito o nome do réu e o crime pelo qual ele fora condenado. Às vezes o próprio condenado levava esse titulus pendurado no pescoço. Depois, ele era fixado no alto da cruz.

3.  Modo da crucificação. Tudo o que acabamos de dizer sobre o fato de o condenado carregar somente o patíbulo, e depois este ser fixado sobre a haste vertical no local do suplício, supõe aquele modo que com tanta concisão e clareza expressou Firmicus Maternus: “O réu, pregado ao patíbulo, é içado para cima da cruz”. Quando a crucificação era feita com cordas, bastava enganchar o patíbulo sobre o qual o réu tinha sido amarrado, e em seguida prender-lhe os pés à haste vertical com algumas laçadas de corda. Mas quando a crucificação era feita com cravos, era necessário desamarrar o condenado e deitá-lo por terra com as costas sobre o patíbulo, puxar-lhe as mãos e cravá-las sobre as extremidades do patíbulo. Depois então é que ele era levantado já pregado no patíbulo, e este era enganchado no alto do “stipes” (ou haste vertical). Isto feito, nada mais restava senão pregar-lhe os pés diretamente sobre o “stipes”.

Esse soerguimento era feito com certa facilidade, sobretudo quando a cruz não ultrapassava os dois metros. Quatro homens podiam com facilidade soerguer nas mãos o patíbulo e o condenado, que deviam pesar no máximo uns 130 quilos. Podiam também fazer o condenado subir de costas uma pequena escada encostada ao “stipes”. Se a cruz fosse mais alta, deveriam então servir-se de forquilhas para erguer o patíbulo, ou de duas escadas maiores encostadas lateralmente ao “stipes”. De qualquer modo, não havia grandes dificuldades a superar.
Esta técnica é, por outro lado, sugerida pelas expressões empregadas para designar a própria crucificação. Todas elas dão a idéia de elevar. Em grego epibainein ton stauron, “subir para a cruz”, e em latim in crucen ascendere, “ser içado à cruz”.
O próprio Jesus descreveu esta técnica quando predisse a morte de Pedro: “Estenderás as mãos e um outro te cingirá e te conduzirá para onde não queres. Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com que Pedro iria glorificar a Deus” (Jo 21.18,19) O “estender das mãos” era a aplicação do patíbulo no tribunal, sobre as costas e membros superiores do condenado. Cingiam-no, depois, com uma corda para o conduzir ao lugar do suplício.
Às vezes a fantasia dos carrascos podia variar o modo regular da crucificação. Alguns defumavam os crucificados ou os queimavam. Outros modificavam a posição clássica, pregando-os de cabeça para baixo, como fizeram na Palestina durante o governo do imperador Diocleciano, conforme nos informa Eusébio. Sêneca escreveu: “Vejo cruzes de gêneros diversos, e alguns ali estão pregados de cabeça para baixo”. Segundo informação de Orígenes, Pedro foi assim crucificado.

4.  A guarda militar. Toda execução devia ser feita legalmente com um aparato inteiramente militar, sob as ordens de um centurião, conforme testemunha Sêneca: “O centu­rião arrastava a multidão daqueles que iam perecer”. O exército, que já se havia encarregado da flagelação, fornecia a escolta para conduzir o condenado do tribunal ao lugar do suplício. Era ainda entre os membros dessa escolta que se recrutavam os carrascos para a crucificação. O exército regular também fornecia uma guarda para ficar velando ao pé da cruz. Esses guardas tinham a função de impedir que parentes ou amigos da vítima viessem e a tirassem da cruz. Era necessária, portanto, uma guarda permanente ao pé da cruz até à morte dos condenados. E essa guarda muitas vezes ficava até após a morte do crucificado, segundo o testemunho de Petrônio, “para que não viesse alguém roubar o corpo para sepultá-lo”. O que era feito, pois, dos cadáveres dos crucificados?

5.  Sepultar e não sepultar. Em geral, os cadáveres ficavam na cruz para servir de pasto a aves e animais selvagens. Assim responde Horácio a um escravo inocente: “Tua carne não alimentará na cruz os corvos”. (Ep. I, 26). No seu livro Épodo (Cap. V), o mesmo Horácio escreveu: “Depois teus membros insepultos serão devorados pelos lobos e aves do Esquilínio”. Muitos outros autores comentam o mesmo tema. (Petrônio, Sêneca, Artemídoro, etc).

Porém, os corpos também podiam ser solicitados pelas famílias que quisessem lhes assegurar uma sepultura decente. E parece que a lei facilitava sem dificuldades nem taxas esta última concessão. Qualquer um podia solicitar os cadáveres. Até mesmo as cinzas dos que haviam sido condenados ao fogo (pandectas) podiam ser devolvidas. As provas que temos destas leis de clemência são precisamente os casos em que a autorização gratuita foi recusada, e que são apontados como exceção. Cícero, no seu livro Dos Suplícios, censura veementemente a Verres o fato de este ter pedido muito dinheiro para entregar os corpos de supliciados que suas famílias não queriam ver devorados por animais. Tal extorsão, diz o grande orador, era contrária à lei.
Por outro lado, o juiz podia, uma vez que a autorização dependia dele, recusá-la em certos casos por vários motivos em que geralmente entrava o ódio contra o condenado. Vespasiano acrescentou esta pena suplementar à condenação de alguns revolucionários que pretendiam matar o imperador, e que por isso foram crucificados e tiveram seus corpos atirados aos monturos de lixo, sem direito à sepultura (Suetônio). O imperador Otávio Augusto, após a batalha de Filipos, proibiu o sepultamento de um cativo de certa fama, respondendo aos que vieram lhe pedir para sepultar o morto, que bem cedo isto seria o ofício dos abutres (Suetônio). Semelhantemente Flaccus, prefeito do Egito, no ano 38 da nossa era, não autorizou a sepultura para certos judeus crucificados (Filon, in Flaccum). 

6.  O golpe com a lança. Quintiliano, que é do século I, escreveu: “O carrasco não impedirá que sejam sepultados os que foram feridos”. Esta afirmação introduz aqui uma informação nova, e que interessa diretamente nosso assunto. O que ele queria dizer, na realidade, com esse ferimento? Não se tratava do suplício em si mesmo nem da flagelação, uma vez que estava-se tratando de condenados à morte, e sabe-se que estes já haviam sido flagelados e crucificados.

Tratava-se, portanto, de um golpe especial, posterior ao suplício, e que lembra o que se costuma chamar em nossos dias de “golpe de misericórdia”. É aquele último golpe que se dá na vítima para se ter certeza de que ela está realmente morta. Podemos, pois, com bom fundamento, interpretar a frase de Quintiliano como: “O carrasco permitirá o sepultamento dos supliciados depois que estes tiverem recebido o golpe de misericórdia”. Mas, em que consistiria este golpe de misericórdia regulamentar, indispensável para que o carrasco autorizasse a entregar o corpo à família? Origenes fala claramente (Comentário a Mateus) que era um golpe no coração. Era um golpe que se dava, às vezes, logo depois da crucificação para matar rapidamente o condenado.
Assim, pois, quando a família pedia o cadáver, o carrasco devia antes de tudo ferir o coração do crucificado. Como geralmente o carrasco era um soldado, o golpe devia ser executado com a arma que ele tinha em mão, geralmente uma lança ou um dardo. Este golpe no coração, dado pelo lado direito do peito, era conhecido como infalivelmente mortal pelos soldados dos exércitos romanos. Proporcionava, pois, certeza sobre a morte real do condenado... ou, se fosse o caso, a provocaria.
 
Pierre Barbet

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O HOMEM À PROCURA DO SEU CRIADOR

                     OS PRIMEIROS HOMENS E A IDÉIA DE DEUS 
     Deus! Haverá algo mais belo, edificante e sublime do que meditarmos sobre a existência e os mistérios deste Ser que é mais profundo do que o mais profundo de nós mesmos, cuja glória e poder enchem a terra e os céus? Todos os grandes homens que influenciaram a história do pensamento humano consagraram um estudo especial sobre "o Ser do qual não é possível pensar nada maior" , segundo a famosa definição do teólogo Anselmo de Cantuária (1033-1109). Não existe, em todo o Universo, assunto de maior grandeza. Crer ou não crer na existência de Deus — eis a grande questão que divide a humanidade, e define o nosso destino eterno. 
     Acreditando ou não na existência divina, o homem necessita de Deus para compreender-se a si mesmo e entender os mistérios da vida e da Natureza. É por esse motivo que não se tem notícia de povos ateus entre os primeiros grupos humanos que habitaram o mundo primitivo. O moralista e historiador grego Plutarco (45-125 d.C.) costumava dizer que "é possível encon¬trar cidades sem muralhas, sem ginásios, sem leis, sem moedas, sem cultura literária; mas um povo sem Deus, sem orações, sem juramentos, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, jamais foi encontrado". E esta afirmação continua plenamente válida até os dias de hoje. 

        JAMAIS FORAM ENCONTRADOS POVOS ATEUS 
     Todos os grandes estudiosos das religiões, em todos os tempos e entre todos os povos, confirmam que a crença na existência de Deus é universal. Nunca existiram povos ateus. O teólogo holandês C. P. Tiele (1830-1902), no seu manual de História Comparada das Antigas Religiões diz que "a afirmação de povos ou tribos sem religião repousa ou em observações inexatas, ou numa confusão de idéias. Nunca se encontrou tribo ou nação que não acreditasse em um Ser superior; os viajantes que afirmaram o contrário foram depois desmentidos pelos fatos". 
     Tanto os antigos missionários que partiram para evangelizar os mais longínquos recantos da terra, como também os exploradores de regiões desconhecidas depararam-se com a idéia de um Ser Supremo espalhada entre os povos. No livro Uma Introdução para a História das Religiões, Frank Byron Jevons cita oito autores especializados no assunto para confirmar que nunca foi encontrada qualquer tribo destituída da idéia de Deus. E por último, eis o que diz o renomado antropólogo Armando de Quatrefages (1810-1892) na 4- parte do seu livro A Espécie Humana: "Obrigado pelo meu magistério a passar em revista todas as raças humanas, procurei o ateísmo entre as mais degradadas e as mais elevadas. Não o encontrei em lugar nenhum, a não ser no estado individual... O ateísmo só existe em estado errático. Tal o resultado de uma investigação que posso chamar conscienciosa, e que comecei muito antes de subir à cátedra de Antropologia." 
     Por esse e outros motivos, podemos afirmar que o ateísmo — essa epidemia que vem contaminando ao longo dos séculos o espírito de milhões de seres humanos — é uma espécie de câncer que nasce no coração de indivíduos soberbos, uma posição vaidosa, uma decisão precipitada, superficial e, em muitos casos, uma fuga. Porém, devemos também considerar que muitos se declaram ateus por jamais terem sido eficientemente alcançados pela reveladora e transformadora mensagem de Jesus Cristo. No capítulo sete deste livro estudaremos as respostas evangélicas ao problema do ateísmo. 

      OS PRIMEIROS POVOS E A ADORAÇÃO A UM SER 
     O que se conclui dos depoimentos prestados pelos estudiosos é que o reconhecimento da existência de Deus é natural ao espírito humano: demonstra-o a história de todos os povos, em todos os tempos. A crença na existência de um Ser Supremo, criador de todas as coisas, está documentada tanto nas antigas marcas e restos de utensílios e pinturas encontrados nos locais onde viveram as primeiras famílias descendentes de Adão e Eva, como também nos papiros e monumentos egípcios, nos tabletes de barro da Assíria e da Babilônia, nos primeiros escritos do povo hebreu, nos antigos livros da índia, nas gravações em ossos na China, nos pergaminhos gregos e nos monumentos romanos. Porém, como veremos mais adiante, em nenhuma dessas fontes essa crença foi tão sublime e corretamente registrada como na Bíblia. 
     Os primeiros homens que povoaram a terra adoravam a Deus e o viam como o controlador da vida e da morte, o protetor dos seres humanos desde os altos céus, de onde lhes enviava a luz do sol e a chuva. A maneira como esses antigos homens enterravam os seus mortos demonstrava que eles acreditavam na imortalidade da alma e, conseqüentemente, na existência de um Ser Superior, que possuía total domínio sobre aquele mundo desconhecido — o mundo dos mortos. A posição do cadáver, deitado de lado com a cabeça repousando em uma das mãos, e os joelhos dobrados e unidos à altura do peito, além de vários objetos pessoais enterrados com ele, indicavam que os que o haviam sepultado ali alimentavam a esperança de o morto um dia acordar para uma nova existência. 
     Veremos, porém, que por influência de Satanás e seus anjos, ao longo dos séculos a crença na existência de um único Deus soberano foi-se corrompendo no coração dos homens. O politeísmo (a crença na existência de vários deuses) mergulhou-os na idolatria, levando-os a ver deuses em todas as coisas, e a cultuá-los. 
     Importante é saber também que os mais belos e antigos documentos religiosos deixados pelos povos como testemunho para os séculos e gerações futuras, possuem trechos que são verdadeiros "cantos de anseio pela pátria distante e formosa"... São cantos grandiosos, que se fizeram ouvir através de inúmeras gerações. Neles, a alma suspira por deixar este exílio terrenal, romper os umbrais da morte e, como uma águia que se eleva até perder de vista a mesquinhez da Terra, entrar no Éden da pátria celeste. O salmo didático dos filhos de Core (Salmo 42:1,2), expressa a profundidade desse sentimento na alma humana: "Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" 

                A ALMA ANSEIA PELO SEU CRIADOR 
     Portanto, antes de o politeísmo perverter o coração humano e arrastar grande parte da humanidade para a idolatria, para o abismo da indiferença, da descrença e da dúvida sobre a existência após a morte, a fé em um só Deus dominava os corações, e os levava a suspirar por ele. 
     Esses hinos sublimes, escritos em épocas muito antigas, falam da alma imortal. 
     Esse anseio da alma pelo seu Criador é uma das primeiras provas da existência de Deus dadas por ele mesmo às suas criaturas. Pois quem teria colocado dentro do ser humano, do homem mortal e limitado, esse desejo imenso de horizontes mais altos, mais vastos e eternos, essa dolorosa saudade do Infinito, essa fome de eternidade e de Céu, senão o próprio Deus? Sim, pois só nele a alma encontrará a plena satisfação dos seus anseios, pois toda felicidade exige forçosamente "eternidade, profunda, profundíssima eternidade!", segundo a expressiva frase do teólogo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855), e o homem só será eternamente feliz após encontrar-se com o seu Criador, após recebê-lo como Salvador e Deus, após sua alma adentrar as sublimes regiões do Céu. 
     Ainda que o homem consiga reunir para si a maior quantidade possível de bens materiais, essas riquezas não garantirão a sua felicidade, pois ele é um ser espiritual, e seus mais profundos anseios estão voltados para o espiritual, para o Infinito. Com muita sabedoria comentou certo teólogo que o grão de trigo, prisioneiro na pequena abertura cavada na terra, nutrido de água e de sol, produz a espiga para alimento da humanidade. Da mesma forma o desejo de felicidade existente no coração dos seres humanos é uma força impulsionadora; ela os leva a procurar o Sol que ilumina o Universo — Deus. Semelhantemente, o fenômeno que determina nos oceanos a maré alta indica a existência, além das nuvens, de um astro vencedor que arrasta as águas, elevando-as e baixando-as — a Lua. Da mesma forma a incansável maré das almas, impulsionando-as para o Infinito, fazendo-as desejar o Eterno, é a maior prova de que além desses espaços vastíssimos, um Ser Supremo as atrai para si — Deus! A imortal frase de Agostinho em suas Confissões: "Criaste-nos para vós, e a nossa alma vive inquieta enquanto não repousa em vós" está em consonância de pensamento com Eclesiastes 3:11: "Tudo fez [Deus] formoso em seu tempo. Também pôs a eternidade no coração dos homens; contudo, não podem descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim".

    "HÁ NO HOMEM UM VAZIO DO TAMANHO DE DEUS" 
     Quando o romancista russo Fiódor Dostoievski (1821-1881) disse que havia dentro do homem um vazio do tamanho de Deus, referiu-se tanto à necessidade que o ser humano tem do seu Criador, como à idéia que o Criador colocou em sua criatura acerca de Sua existência. O espírito humano leva consigo o pressentimento da existência de um Ser supremo e divino. 
     "Para onde me irei do teu Espírito?" pergunta o salmista. 'Para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer nas profundezas a minha cama, tu ali também estás. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se eu disser: decerto que as trevas me encobrirão, e a noite será luz à roda de mim, nem ainda as trevas serão escuras para ti; a noite resplandece como o dia, pois as trevas e a luz são para ti a mesma coisa" (Salmo 139:7-12). 
     A idéia da existência de Deus é o princípio e o fim da nossa carreira terrestre, é um arco-íris celeste que se alteia sobre a nossa existência. Como o deslizar das águas de um imenso rio, o tempo passa, levando consigo as gerações humanas que se sucedem umas às outras; porém, imutável sobre o incontável número de seres humanos que desaparecem, ficam a idéia e a certeza da existência de Deus, brilhando como um Sol no céu do Universo, proclamando sempre ao homem: "Eu sou o Senhor teu Deus..." (Deuteronômio 5:6). 
     Percorramos a terra em todas as direções, onde quer que ela seja habitada; atravessemos as imensas planícies da Ásia; voltemos no tempo e caminhemos até os lugares onde viviam os primitivos habitantes do mundo; entremos nas humildes moradias dos primeiros descendentes de Adão; subamos até as regiões polares, ou penetremos nos escaldantes desertos da África: em qualquer lugar onde houver um ser humano respirando, por mais selvagem que ele seja, os seus olhos não deixarão de se elevar para o Céu, em reconhecimento daquele que tudo criou! 
     Em qualquer lugar onde se fale uma língua humana, por mais inculta e pobre que seja, nela sempre aparecerá um nome: Deus. Ora, essa idéia da existência do Criador espalhada na consciência de todos os povos nos leva a concluir que um sentimento comum a todos os seres humanos não pode ser falso. Aristóteles já dizia que "o que é inerente à essência, é universal: tudo quanto o homem tem instintivamente por verdadeiro, é uma verdade natural". E por esse motivo que o ateísmo, ou seja, a negação da existência de Deus resultante de uma convicção clara e deliberada, é um fenômeno isolado, uma degeneração da consciência do homem, mas nunca a expressão geral da humanidade. 

                    ORAÇÕES DOS POVOS PRIMITIVOS 
     Fechamos este capítulo citando duas das orações deixadas pelos povos ou grupos primitivos. Elas são numerosas, e provam que a fé na existência de um Ser único e superior sempre existiu em todas as regiões da Terra. Essas orações foram recolhidas por missionários e antropólogos, que fizeram uso de métodos científicos de pesquisa sociológica moderna, e provaram exatamente o contrário do que muitos ateus afirmavam, ou seja: provaram que a idéia da existência de Deus sempre esteve presente na humanidade. Eis a oração dos algonquinos, um grupo muito antigo que viveu em algumas regiões da atual América do Norte:      
     Pai, homem de cima, 
     nós te agradecemos 
     por nos permitires 
     viver nesta terra. 
     Que nossos pensamentos e orações 
     possam chegar até tua morada, no céu. 
     O Senhor, que reinas 
     acima das montanhas, 
     das árvores e das águas, 
     nós te agradecemos 
     por todas as coisas que nos deste: 
     os frutos, 
     a caça, 
     o peixe, 
     a gordura do urso. 
     Foste bom para nós, 
     estamos contentes contigo. 
     Nós te agradecemos por sermos numerosos 
     e podermos nos reunir 
     para te invocar.6 

     Eis a oração deixada pelo antiquíssimo povo kasti-mumito, os primeiros habitantes da Polinésia (grupo de ilhas do Pacífico): 
     O Grande Espírito, 
     que te achas no azul central, 
     que moras acima das estrelas 
     que nunca morres, 
     que tens tua casa no sol, 
     nós te invocamos; 
     dá-nos a vida, 
     nós te invocamos; 
     dá-nos a água de que necessitamos.7 
     
     Diante destas orações, ainda haverá dúvida de que os povos primitivos tinham dentro de si a idéia da existência do Criador e Pai, superior a todos os deuses? Apesar de não terem recebido a revelação da existência e natureza de Deus como os judeus grandiosamente receberam, os antigos povos não ficaram totalmente privados dos testemunhos da existência daquele que tudo criou, cujo poder e glória estão manifestos visivelmente nas obras da criação, no coração e na consciência dos seres humanos. E o que veremos nos dois capítulos seguintes: O testemunho de Deus na Natureza, e a voz divina que fala na consciência dos seres humanos, acusando-os quando eles praticam qualquer coisa contrária ao bem. 
     Fica, portanto, demonstrado neste capítulo, existir desde os mais remotos tempos no coração dos povos uma certeza espontânea da existência de Deus, uma fé natural, que, apesar de não ser capaz de justificar-se cientificamente ou segundo a revelação que nos foi dada através das Sagradas Escrituras, descansa com segurança em motivos sólidos e simples, colocados pelo próprio Deus no coração de todos os seres humanos. 

                 O RASTRO DE DEUS NA NATUREZA 
     Silva Porto 
     No purificado ar; nos raios e fulgores 
     Salutares do sol; nas pedras preciosas; 
     Na beleza sem par das pequeninas flores, 
     No perfume sutil, inebriante, das rosas; 
     No imponente voar de altaneiros condores; 
     Na ostentação real das águias portentosas; 
     Na harmonia dos sons; no conjunto das cores, 
     Nos encantos do mar; nas florestas formosas; 
     Nas serras, na lagoa e nos lagos profundos; 
     Na canora avezinha e nos gorjeios seus; 
     Nos animais gentis; nos leões iracundos; 
     A noite, no brilhar das estrelas nos céus; 
     Em tudo, por final, quanto encerram os Mundos, 
     Contemplo o Majestoso, o Onipotente — Deus! 

Por meu marido e amado Jefferson Magno Costa do Livro Provas da existência de Deus
Damaris LGCosta

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CURSO SABONETES E PRODUTOS DE BANHO E HIGIENE



            Criar!! Inovar!! Ousar!! 
      Aproveitar as oportunidades!!
      Você tem instrumentos poderosos que podem realizar ótimos trabalhos: Suas mãos e sua mente. Acredite no que estiver fazendo! Tenha entusiasmo! Supere os problemas!
Acredite que seu trabalho é o melhor! Acredite que as pessoas vão gostar do que você fizer! Acredite que você vai vender suas criações e conseguir novas encomendas!
Tenha fé!! Acredite!!!
         Este curso se destina a pessoas que querem algo mais. Pessoas que acreditam em seu potencial e que se consideram ou querem ser vencedores.
         Este curso se destina a você. Aproprie-se da vitória. Você pode! Você é um vencedor!!
         "Em todas as coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquêle (Jesus) que nos amou." Romanos 8:37

 Dicas e truques para que seu produto fique bem feito:
  •   Os produtos devem ser sempre de boa qualidade, para que o sabonete fique bonito e brilhante.
  •   Nunca mude a ordem da colocação dos produtos e nem as medidas dos mesmos, para que não ocorram variações no produto final.
  •   O prazo de validade do sabonete é o mesmo da embalagem do fabricante.
  •    Sempre trabalhe com um pano limpo perto da fôrma. Ele servirá para você enxugar o fundo da panela quando ela sair do banho maria, evitando que pingue água no seu trabalho.
  •     Use o fogo moderado, para que o processo de derretimento não ocorra muito depressa.
  •     Não deixe a base ferver.
  •     A natinha que agarra nas bordas da panela precisa ser raspada antes de voltar para o banho maria.
  •     A base que está na panela, não deve ser derretida muitas vezes, pois o sabonete vai perdendo o brilho neste caso.
  •     A panela onde a base será derretida deve ser de preferência, de esmalte.
  •    Só ponha a base na fôrma, depois que o vapor sair todo da panela. Enquanto sair fumaça, você corre o risco de ter a essência evaporada.
  •    Não mexer muito a base enquanto a mesma estiver em banho maria.
  •     Não derreta a base em panelas de vidro, pois as mesmas produzem vapor, levando o sabonete a transpirar depois de pronto.
  •    Borrife álcool de cereais para acabar com a espuma que se forma na panela ou as bolhas na fôrma.
  •    O Dióxido de Titânio é um pigmento que serve para branquear a base. Se você o colocar direto na base, corre o risco de manchar todo o seu trabalho. O ideal é derreter o dióxido de titânio em um pouco de álcool de cereais.
  •    O corante só pode ser à base de água. Nunca usar a base de álcool para perfumes (mancha a pele) ou solúvel em óleo para parafina. O corante ideal é o comestível, que não causa alergia na pele.
  •    Evite o excesso de corante, pois o mesmo alem de manchar a pele, faz o sabonete ficar menos transparente.
  •    Pode se fazer um sabonete com várias camadas de cores e essências diferentes. Neste caso, espere a primeira camada secar um pouco para por a segunda camada. Se a primeira camada estiver muito mole, ela pode se misturar com a segunda. Se estiver muito dura, não "cola” na outra.
  •    Qualquer tipo de fôrma pode ser usada, desde que seja maleável.(acetato, pvc, silicone, etc.).
  •    Para se trabalhar com tubos de PVC, basta prender o fundo do tubo com um plástico ou papel filme e uma gominha.
  •    Não faça a fôrma de PVC com mais de 10 cm, pois o sabonete ficará mais difícil para se soltar.
  •    Podem ser feitas fôrmas de embalagens plásticas, caixas de leite ou sucos, fôrmas para bombons, etc. O importante é que todas as fôrmas sejam maleáveis.
  •    Não use produtos oleosos nas fôrmas (vaselina, etc.) achando que o sabonete vai soltar mais rápido. A exceção para se usar a vaselina líquida, é em formas de acetato mais detalhadas, mesmo assim, use uma quantidade mínima.
  •    Os sabonetes com bichinhos de borracha dentro podem também conter plaquinhas comemorativas,  mensagens temáticas, flores de tecido, etc. O importante é que o objeto não machuque a pele.
  •    Nos sabonetes infantis com formatos de bichinhos, podem ser "colados” com o próprio sabonete, olhinhos de plástico que mexem, lacinhos, florzinhas de biscuit, etc. A cola branca funciona melhor na colagem dos objetos.
  •    Caso o sabonete tenha ervas, use as próprias para chás, que já são desidratadas e não são prejudiciais a saúde. 
  •    Os sabonetes de ervas são esfoliantes e ajudam a pele com suas propriedades. Normalmente não machucam a pele, porque amolecem com o calor da água. 
  •     Se as ervas usadas não estiverem bem desidratadas, poderão estragar o sabonete. As mesmas mofam depois de algum tempo após o sabonete estar pronto. 
  •     O tempo de secagem do  depende da profundidade da fôrma, do clima e do local onde o sabonete está sendo feito. 
  •     O local de trabalho deve ser fixo, para que não ocorram irregularidades ou rugas nos sabonetes. 
  •     O sabonete depois de pronto pode ser pintado com tinta para tecido ou tinta plástica. 
  •      Mantenha as fôrmas lavadas e limpas. Se possível borrife álcool. Qualquer resíduo estraga o sabonete, além de não ser nada higiênico. 
  •      Não use geladeira ou ventilador para acelerar a secagem do produto. Eles resfriam, mas não secam a base, levando o sabonete a transpirar depois de pronto. 
  •      As sobras não devem ser derretidas muitas vezes, pois o sabonete vai perdendo o brilho. 
  •     Podem ser colocados extratos glicólicos que não tem cheiro e fazem bem para a pele na massa dos sabonetes.(Ex. algas - hidratante, aloe-vera - amaciante, aveia - pele seca, erva doce - pele oleosa, camomila - pele normal, etc.). 
  •     Procure colocar essências e cores que combinam. Por exemplo: erva cidreira - verde, flor de laranjeira - laranja, camomila - amarelo. Não deve ser colocado erva cidreira com corante vermelho, por exemplo. 
  •     Conservantes - Nipagim: para produtos aquosos - Nipazol: para produtos oleosos - Zoonem: serve para qualquer produto. 
  •     Caso seu sabonete fique "suado" algumas horas após estar pronto, pode ser porque a base ficou muito quente na panela ou porque foi derretida muitas vezes.
     
     Secagem e acabamento do Sabonete: 
               
  •     Depois de desenformado, o sabonete deve permanecer secando pelo menos de um dia para o outro. 
  •     Para dar o acabamento, passar um paninho (malha) umidecido no álcool de cereais esfregando as bordas e beiradas do sabonete.         
  •      Depois, passar o paninho seco, para dar o brilho e o acabamento final. 
  •     Se você. Embalar o sabonete logo depois dele ser retirado da fôrma, você. Corre o risco do mesmo secar depois de embalado e aí o plástico fica feio e franzido. 
  •     Após a embalagem, se ficar uma bolha de ar no plástico, a mesma pode ser furada delicadamente com uma agulha.
                            Fórmulas

Sabonete Glicerinado Transparente-
01 quilo de base transparente
Para cada 300 gr., acrescentar aproximadamente 10 ml. de essência.
Corante a gosto, sem excesso.
Álcool de cereais.

Sabonete Glicerinado Fosco -
Acrescentar Dióxido de Titânio, com ou sem corante.
Derreter a base numa panela em banho-maria. Nunca leve o produto direto ao fogo, pois o mesmo é inflamável. Após a mesma derretida, adicionar o corante ou o dióxido de titânio. Após a retirada do fogo, mexer um pouco e borrifar álcool de cereais para acabar a espuma que se forma.
Esperar esfriar um pouco, para misturar a essência.
Depois, é só enformar!!                      
              Variações:
·                     Sabonete com ervas -
Colocar as ervas no fundo da fôrma, jogar um mínimo de massa, só para prender as ervas e esperar esfriar um pouco. Em seguida, encher o resto do espaço da fôrma.

·                     Sabonete infantil -
Pegar um bichinho ou brinquedo de borracha. Verificar se não há furinhos na peça e caso haja, tampar com durepoxi ou cola quente, evitando que se formem bolhas no sabonete pronto.
Colocar pouco corante na massa, para que o objeto apareça bem dentro do sabonete pronto.
Pega-se a peça e a coloca no fundo da fôrma. Se for preciso, usar o procedimento anterior, prendendo a peça no fundo da fôrma com um mínimo de massa. Encher a fôrma toda e deixar secar.

·                     Sabonete dentro de sabonete -
Aproveitar "restos" de sabonetes, ou cortar tirinhas ou quadradinhos formando desenhos, ou mesmo enformar sabonetes foscos em forma de coração, folhas, flores, bichinhos, etc., para serem colocados dentro de sabonetes transparentes.

·                     Sabonetes marmorizados -
Pingar gotinhas de corante no fundo da fôrma. Jogar em seguida, a base derretida, já com corante e essência. Com um palitinho, espalhar as gotinhas do corante, para dar um efeito mais manchado. Este sabonete pode ser feito com a base transparente ou fosca, com ou sem cor.   

 Fórmulas  de produtos de banho e higiene
 
Sais de Banho
900 gr. de cloreto de sódio (grosso ou fino)
100 gr. de sulfato de magnésio
10 ml. de essência
corante
ervas ou pétalas de rosas (opcional)
5 gr. de Lauril em pó (opcional para proporcionar efeito de espuma)
Em um saco plástico, misturar o sulfato de magnésio, (amassando as pelotas que se formam) com o cloreto de sódio. Adicionar a essência e o corante. Agitar misturando bem todos os componentes.
Colocar o lauril e as ervas.
Obs.: Se o clima estiver muito úmido (chuva ou cidade de beira de praia), alterar a fórmula para 800gr. de cloreto de sódio e 200 gr. de sulfato de magnésio

Sabonete de café e menta -
01 quilo de base para sabonete
01 colher bem cheia de pó de café
30 ml. de essência de menta ou hortelã
Misturar aos poucos a base no pó de café, mexendo lentamente. Cuidado para o pó não embolar.
Colocar na fôrma com a mistura bem morninha.
Este sabonete é indicado para lavar as mãos, tirando o odor de comida, cigarro,etc. Não serve p/ o corpo.

Óleo Hidratante pós-banho
700 ml. de óleo mineral
50 ml. de Dehydol
50 ml. de Miristrato de Isopropila
200 m. de óleo vegetal (uva, abacate, macadâmia, amêndoas)
1 pitada de BHT (antioxidante)
1 pitada de nipasol
10 ml de essência
Misturar tudo muito bem e envasar.

Sabonete de argila e mel
01 quilo de base glicerinada já derretida
Misturar bem na base
2 colheres de sopa de argila em pó
1 colher de sopa bem cheia de mel
10 ml. de extrato glicólico de pepino (opcional)
30 ml. de essência
Obs.: Nesta massa, pode ser colocada para enriquecer a receita aveia, farinha de amêndoa e gergelim (1 colher de sopa bem rasa) tornando o sabonete mais hidratante e humectante, além de esfoliar.
Obs.II – Para fazer o sabonete só de mel, colocar 2 colheres (sopa) de mel  e essência de mel.

Sabonete para os pés
01 quilo de base glicerinada
15 ml. De essência de limão
15 ml. De essência de hortelã
10 ml de Cloreto de benzalcônio
Dissolver á parte e misturar na base derretida:
2 gr de mentol dissolvido em 2ml de álcool de cereais
3 gr de cânfora dissolvida em 2ml de álcool de cereais
Corante a gosto.
Obs.: Este sabonete é anti transpirante, anti bactericida e fungicida. Refresca, perfuma e descansa os pés, ajudando a eliminar odores.

Sachê de Sagu
500 gr de sagu
30 ml. De miristrato de isopropila
20 ml de essência
corante a base de óleo a gosto
 Misturar tudo em uma vasilha de vidro. Deixar secar por duas horas. Só após a secagem é que o sagu vai ficar soltinho e perfumado.

Sache de pétalas, folhas e sementes desidratadas
Aproximadamente 500 gr de plantas desidratadas
30 ml de essência
20 ml de álcool de cereais
20 ml de propilenoglicol (tem a função de fixar o perfume nas pétalas)                  


Sabonete Líquido (Espuma de Banho)
01 litro de base para sabonete liquido da MIX (Pode ser comprado em outra loja)
10 gotas de zoonen (conservante) por litro de água
3 litros de água
corante
essência
Misturar tudo, deixando a essência por ultimo
Para transformar o sabonete líquido em gel - Derreter no fogo, ä parte, 100 gr. de “Cutina DSP” em 1 litro de Lauril. Colocar aproximadamente 100 ml. desta mistura ma receita acima.
Mexer bem e então ir jogando bem aos pouquinhos uma mistura de sal derretido em um pouco de água (salmoura) até dar a consistência desejada.                       

Shampoo para cabelos oleosos
Na receita acima, fazer as seguintes alterações, aumentando a mesma:
100 ml. de lauril
80 ml. de Amida 90
20 ml. de extrato glicólico de Alecrim (combate à seborréia e a caspa) por litro de água

Água de passar roupa
01 litro de água
20 ml. de álcool de cereais
20 ml. de amaciante de roupas
5 ml. de essência
10 gotas de zoonen (conservante)
Misturar a água com o álcool e o conservante. À parte, misturar a essência no amaciante e só depois de bem misturada, adicionar nos outros produtos. Se não for feito este procedimento, a água fica oleosa. Caso isto aconteça, coar toda a mistura num filtro de papel tipo Mellita.


Sabão de lavar roupa tipo "Ôlla"
01 litro de Texapon HBN
500 ml. de Ácido Sulfônico neutro
100 ml. de amida 90
03 litros de água
corante
essência (de preferência mais suave)
salmoura (água e sal)
06 ml. de formol (para conservar) CUIDADO COM O USO DE FORMOL!!!!
Misturar muito bem o texapon, o ácido sulfônico e a amida 90.
Acrescentar aos poucos e lentamente a água.
Adicionar o corante e a essência.
Acrescentar aos poucos a salmoura, até que a mistura tome uma consistência de detergente.

Formula para desmineralisar a água
1 litro e meio de água
2 gr  de EDTA dissódico
15 gotas de conservante zoonen

Soluções:
Solução de Dióxido de Titânio
Diluir em 300 ml. de álcool de cereais, 10 gr. de dióxido de titânio.
Solução de salmoura
Diluir em 01 litro de água, 04 colheres de sopa de sal fino ou, se possível, de cloreto de sódio.
Solução para desidratar ervas
Diluir em 01 litro de água, 01 colher de sopa de sulfato de magnésio.        

            Curso Avançado de Sabonetes Glicerinados e Produtos de Banho


                   Fórmulas e Receitas
Óleo Trifásico pós-banho
Fase "A"
340 ml. de Sorbitol
10 ml. de Proteinan
10 gotas de Zoonen
30 ml. de água
corante a base de água

Fase "B"
200 ml. de Cetiol HE

Fase "C"
420 ml. de óleo mineral
Corante a base de óleo
10 ml. de essência

Modo de preparo:
Fase "A"
Dissolver o corante na água
Adicionar o Zoonen e o Proteinan no Sorbitol e misturar até ficar totalmente homogêneo e em seguida adicionar a água e o corante a esta mistura. Mexer até ficar totalmente misturado.
Fase "B"
Medir o Cetiol
Fase "C"
Dissolver o corante no óleo mineral e adicionar a essência.
Misturar as 3 fases numa vasilha e misturar bastante até homogeinizar. Depois, envasar. Deixar o óleo descansar. Após algumas horas, o efeito "trifásico” aparecerá.
Óleo pós-banho (tipo Séve)
200 ml. de óleo de semente de uva
2 gr. de Nipazol (conservante)
1 gr. de BHT (antioxidante)
800 ml. de Miristrato de Isopropila
Aquecer o óleo vegetal com o Nipazol e o BHT
Retirar do fogo e acrescentar o Miristrato. Adicionar a essência
 
Sabonete Líquido Hidratante especial para o rosto
01 litro de base para shampoo perolada da MIX
100 ml. de Dehiton KB (anfótero) (serve para suavizar o lauril e espessar o shampoo)
100 ml. de amida 90
100 ml. de lanolina etoxilada
100 ml. de mel
100 ml. de leite de cabra
10 gr. de nipagim ou aprox. 30 gotas de zoonen
essência a gosto (aprox. 10 ml. por litro)
Misturar tudo, deixando a essência por ultimo. Colocar 100ml. da mistura de cutina com lauril.
Engrossar mexendo lentamente e colocando aos poucos a salmoura.

Creme Hidratante para os cabelos
50 gr. de álcool cetoestearílico
20 gr. de vaselina sólida
20 ml. de quaternário de amônio
100 ml. de propilenoglicol
20 ml. de emulsão de silicone
20 ml. de óleo de semente de uva e 01 gr. de BHT
20 ml. de lanolina etoxilada
800 ml. de água
essência e corante a gosto
10 gotas de zoonen

Aquecer 500 ml. de água a aprox. 80 graus e acrescentar o álcool cetoesteárico e a vaselina sólida. Misturar até derretimento completo e tirar do fogo
Acrescentar o quartenário e misturar bem durante alguns minutos (de preferência com a batedeira de bolo)
Acrescentar o propilenoglicol e misturar mais uns 5 minutos.
Acrescentar o restante da água (300 ml.) e os outros componentes, deixando por último o silicone. Misturar por mais 5 minutos.
Obs.
Caso o cabelo seja muito seco, pode se colocar 20 gr. de manteiga de caritê e mais 100 ml. de Propilenoglicol.

Loção Hidratante para o corpo
2 gr. de Carbopol
10 gr. de Ácido esteárico
5 gr. de Cutina MD
02 gr. de Lanete
20 ml. de óleo de abacate (amêndoa ou semente de uva) e BHT
20 ml. de Propilenoglicol
10 gotas de Zoonen
6 ml. de Trietanolamina
920 ml. de água
20 ml. de emulsão de Silicone (Mix 1052)
corante
essência
 
Em 500 ml. de água, adicionar as 2 gr. de Carbopol. Deixar de molho por 2 horas e após, aquecer mais ou menos a 70'. Adicionar o corante.
Em uma panela, colocar o ácido esteárico, a cutina e o lanete, junto com o óleo. Aquecer mexendo lentamente até derretimento.
Misturar com a água quente do Carbopol, agitando lentamente.
Em um copo, diluir separadamente 6ml. de Trietanolamina em 50 ml. de água. Misturar com agitação forte aos outros ingredientes.
Adicionar o Propilenoglicol, e o zoonen.
Adicionar o restante da água (370 ml.) lentamente, mas com agitação forte.
Adicionar a emulsão de Silicone e por último, a essência.
Envasar com o creme ainda quente.  

Gel Hidratante pós Banho
5 gr. de Carbopol
10 gr. de Tritanolamina
40 ml. de Propilenoglicol
8 ml. de essência
900 ml. de água
10 gotas de zoonen
20 gr. de Tween 20
20 ml. extrato glicólico (Pode ser colocado 10 ml. de cada tipo. Neste caso os extratos a serem usados precisam ser claros)
Dissolver o Carbopol em 800 ml. de água, esperar 2 horas e adicionar o corante.
Misturar separadamente 50 ml.de água e a Trietanolamina. Agitar bem e misturar na solução anterior com agitação forte.
Misturar separado o Tween e a essência. Acrescentar o zoonen e o Propilenoglicol.
Misturar bastante e juntar com o que já foi feito agitando lentamente.
Adicionar o extrato glicólico lentamente.

Gel para Cabelo (Brilho Molhado)
Seguir os mesmos passos da fórmula anterior, com as seguintes diferenças:
80 gr. de Propilenoglicol
20 ml. de PVP-K90 (luviscol)
Tirar o extrato glicólico

Gel Redutor
12 ml. de salicilato de metila
15 ml. de extrato glicólico (5 ml de cada: Castanha da Índia, Centelha asiática, Urtiga)
50 ml. de Tween 20
10 gr. de Carbopol
20 ml. de Propilenoglicol
30 ml. de álcool Isopropílico
20 gr. de Cânfora
6 gr. de mentol
850 gr. de água
Dissolver o carbopol em 800 ml. de água e deixar por duas horas. Usando a batedeira, acrescentar o corante, os extratos e o propilenoglicol.
Dissolver paralelamente o Salicilato no Tween 20. Acrescentar também a cânfora, o mentol, o salicilato de metila e o álcool isopropílico e a trietanolamina.
Colocar esta segunda mistura na primeira, batendo com a batedeira.

Sais de Banho efervescentes
2 xícaras de bicarbonato de sódio
1 xícara de ácido cítrico
1 xícara de amido de milho (maisena)
1 colher de lauril em pó (opcional - caso queira os sais espumantes)
8 ml. de essência
Corante
ervas ou pétalas de rosas (opcional)
Misturar tudo e aos poucos ir borrifando água até atingir uma umidade que dê para amassar a mistura. Não pode ficar muito úmido.
Enformar apertando bem, desenformar em seguida e deixar secar algumas horas antes de embrulhar.
Creme hidratante a base de uréia
Aquecer 200 gr. de base Croda (MIX) em 500 ml. de água.
À parte, misturar 350 ml. de água em 50 gr. de uréia.
Misturar as duas partes e perfumar.
Aditivos:
10 ml. de glicerina bi destilada

Boa sorte a todas, boas experiencias e que Deus as abençoe!!!!!!!! 
Depois publiquem aqui os seus comentários sobre suas experiências fazendo e vendendo.